Projeto:  Pavilhão STK

Local: Campinas, SP

Início do projeto: 2017

Arquitetura: Maria Jocelei Steck

Equipe:Camilla do Rozário, Danilo Pena Maia, Irianna Steck, Sabrina Sala, Thais Freitas.

Imagens: Camilla do Rozário

 

| O PROJETO |

O projeto do pavilhão / espaço colaborativo de escritório foi elaborado de maneira que atenda a necessidade do cliente de expansão futura ou redução. A
solução proposta é totalmente modular e flexível para ser alterada de acordo com suas demandas.
O projeto é de fácil entendimento, com elementos reutilizáveis, montável, desmontável e facilmente transportável para outro local, podendo ser ampliado
ou reduzido de acordo com as necessidades e sem gerar desperdícios.
Partindo de dois lotes urbanos de 15x35m, o edifício foi concentrado em apenas em um deles, deixando o outro como uma grande praça para uso público
de moradores do bairro e pedestres. Dentre as opções de implantação está a de começar com apenas dois módulos de 3,00 x 6,00 = 18m² x 2=36,00m²
[o primeiro módulo hidráulico, que concentra a copa e banheiro com acessibilidade universal + mais uma sala]e ir se expandindo a cada módulo de 18m²,
para numa segunda etapa chegar em 54 m², depois em 72 m², e assim sucessivamente com a possibilidade de pátios e vazios entre esses módulos. Essa
expansão pode se dar para todas as direções: frontal, lateral e posterior, alternadas ou não, começando por pelo menos um módulo hidráulico.

 

| GENTILEZA URBANA |
Num bairro de uso misto em que todo o entorno é murado, inclusive a igreja e sua praça, o projeto do pequeno pavilhão de escritório pretende
ser um convite à reflexão da questão público-privado e à descoberta do edifício e da praça. Os muros que seguem a linha do desenho de quadra
convencional adentram o lote, abrindo-o para a rua, e se transformam em muros verdes e espaços para grafite e projeção de mídias ao ar livre.
Ao abrir-se para a rua, o projeto convida as pessoas ao encontro, ao convívio e a vivência da cidade de um ponto de vista menos engessado aos
vícios da sociedade. Trata-se de uma gentileza urbana que permite que as pessoas experimentem o espaço livre na escala urbana mais próxima
do usuário possível, a escala da calçada, da rua de casa por onde se passa todos os dias como se andasse por corredores.
A cidade se tornou uma sucessão de corredores comuns que conduzem a espaços privados. Portanto, o projeto dissolve a barreira física do muro
e a ideia de tê-lo como elemento de segurança e convida a comunidade local à uma experiência de segurança pela convivência, através dos “olhos
da rua”, como defendeu a jornalista Jane Jacobs no livro “Morte e Vida das Grandes Cidades”.
Faz-se a simples operação de ceder para a cidade a porção do lote particular não ocupada por construção, almejando que a soma dessas operações
crie uma cidade mais permeável, com relações entre indivíduos mais proveitosas e estabelecendo um novo status quo: uma ideia de que a cidade
é segura por ser composta de indivíduos, que além de usufruirem de todas as suas possibilidades, são agentes mantenedores do bem comum e
da vida em comunidade.
É preciso criar barreiras ou rompê-las a fim de estabelecer novas relações?